domingo, 3 de junho de 2012

Consenso 2012 - Artrite Reumatóide


Publicado o CONSENSO 2012 DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA PARA O TRATAMENTO DA ARTRITE REUMATOIDE
Revista Brasileira de Reumatologia 2012; 52(2): 152-174.

A artrite reumatóide consiste em uma doença com relevante impacto social, dada a alteração da qualidade de vida que produz nos afetados, o que leva, entre outras cosas, a uma importante carga aos serviços de Saúde. A Sociedade Brasileira de Reumatologia coordenou a elaboração de diretrizes/guidelines clínicas, baseadas nas evidências atualmente disponíveis, mediante as quais atualiza as recomendações assistenciais existentes, promovendo uma útil ferramenta para os médicos.

domingo, 7 de agosto de 2011

Para que serve o exame "ASLO"?


O exame “ASLO” (antiestreptolisina O) significa apenas o contato com a bactéria estreptococos resultante da produção da estreptolisina O, um anticorpo produzido pelo ser humano como mecanismo de defesa, sendo detectado no sangue através do exame “ASLO”, portanto significa apenas o contato com a bactéria estreptococos causadora de infecções de garganta e pele.
O exame para a dosagem de ASLO (antiestreptolisina O) informa apenas o contato com a bactéria estreptococos.
Níveis de ASLO elevados significam que o contato com o estreptococo ocorreu recentemente e não diagnóstico de febre reumática.
O exame de ASLO elevado não significa “febre reumática” ou “reumatismo”. Os níveis de ASLO elevados significam apenas contato anterior recente com a bactéria causadora de infecção de garganta, indicando que a infecção foi curada.
O diagnóstico de febre reumática não se confirma apenas pela presença do “ASLO” positivo, é necessária uma história de infecção de garganta prévia (02 a 03 semanas), acompanhado de febre, inflamação nas articulações (artrite migratória) e exames reumatológicos alterados (proteína C retaiva, VHS), entre outros sintomas. Dentre as doenças autoimunes desencadeadas pelo estreptococo estão: febre reumática, artrite reativa pós-estreptocócica, glomerulonefrite pós-estreptocócica e eritema nodoso.
Portanto, a presença de níveis elevados de ASLO não significa que a pessoa tem febre reumática, mas sim a resposta do organismo a uma infecção pela bactéria estreptococos. Qualquer pessoa que tenha uma infecção de garganta pode ter aumento dos níveis sanguineos de ASLO e não desenvolver febre reumática.
O uso de penicilina benzatina (Benzetacil®) para baixar os níveis de ASLO não é indicado sem a confirmação clínica de febre reumática. Portanto Benzetacil® não tem indicação para tratar reumatismo.
A dosagem periódica de ASLO para investigar reumatismo não tem indicação, somente no caso da pessoa que tem febre reumática e está fazendo uso de Benzetacil®.
O tratamento de um paciente com dor no corpo deve ser direcionado para a pessoa e não baseado apenas em exames de laboratório.
Deve-se ter certeza no diagnóstico de febre reumática, uma vez que após o diagnóstico o paciente terá que ser submetido a injeções intramusculares a cada 21 dias de Benzetacil® por um longo período de tempo, além de exames cardiológicos com freqüência, submetendo o paciente a um tratamento longo e agressivo.

“O uso de penicilina benzatina (Benzetacil®) para baixar os níveis de ASLO não é indicado sem a confirmação clínica de febre reumática.”

“O uso de Benzetacil® não tem indicação para tratar reumatismo”

O diagnóstico de febre reumática não se confirma apenas pela presença do “ASLO” positivo”

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A qualidade do sono pode reduzir as dores da artrite

     
Uma publicação da Arthritis Foundation, entidade americana sem fins lucrativos que oferece informações para auxiliar as pessoas a terem qualidade de vida com artrite, demonstrou que dormir bem ajuda a controlar as dores da artrite.
Seguem abaixo as principais recomendações da Arthritis Foundation para ajudar a melhorar a qualidade do sono:

·      Exercite-se regularmente em intensidade moderada, e lembre-se de reduzir o ritmo antes de deitar.

·      Elabore uma programação consistente de horários de sono e despertar e procure cumpri-la diariamente.

·      Não ingira cafeína ou álcool, especialmente próximo da hora de dormir.

·      Tome um banho morno antes de dormir ou ouça músicas suaves.

·      Procure ficar um pouco em silêncio ou leia um livro relaxante antes de dormir.

·      Não use medicamentos para dormir, a menos que seu médico os indique.


Arthritis Foundation – Maio/ 2011






quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O que é febre reumática

Febre reumática é uma doença inflamatória causada devido a uma infecção por estreptococos do grupo A, causadora da “infecção de garganta”.
É assim chamada devido a presença de febre acompanhada de sintomas articulares bem característicos.
Normalmente, a febre reumática se desenvolve 02 a 03 semanas após uma infecção por estreptococos, tais como infecções na garganta ou escarlatina. A faixa etária mais acometida pela febre reumática é a de crianças com idade entre 05 e 15 anos, embora possa ocorrer com uma frequência muita baixa em adultos após 18 anos de idade.
A doença pode afetar muitas partes do corpo, como cérebro, coração, articulações e pele.
A febre reumática pode causar danos permanentes ao coração, incluindo válvulas danificadas do coração e insuficiência cardíaca.

• Sintomas e diagnóstico

Sinais e sintomas da febre reumática - que resultam da inflamação no coração, articulações, pele e sistema nervoso central podem durar de algumas semanas a vários meses. Em alguns casos, a inflamação pode causar complicações a longo prazo.
O diagnóstico de febre reumática aguda é baseado nos critérios da American Heart Association e inclui critérios maiores e menores (os critérios modificados de Jones).
Consiste na evidência de uma infecção estreptocócica anterior aos sintomas “infecção de garganta” acompanhado de uma série de sinais e sintomas que podem variar de acordo com as manifestações predominantes:
• Acometimento cardíaco (cardite): pode ocorrer em até 40% dos pacientes e pode incluir cardiomegalia, sopro cardíaco novo, insuficiência cardíaca congestiva e pericardite
• Poliartrite migratória: ocorre em até 75% dos pacientes e é poliarticular, fugaz, migratória e envolve grandes articulações
• Nódulos sub-cutâneos : ocorrem em até 10% dos pacientes. Eles são firmes, indolores e localizam-se nas superfícies extensoras dos punhos, cotovelos e joelhos
• Eritema marginado: esta condição ocorre em cerca de 5% dos pacientes. A erupção é serpeginosa e persistente.
• Coréia (também conhecida como coréia de Sydenham e "dança de São Vito"): Este distúrbio do movimento característico ocorre em 5-10% dos casos
• Febre
• Alterações das provas de atividade inflamatória reumatológicas
• ASLO positivo: a presença do ASLO não confirma o diagnóstico de febre reumática, apenas indica o contato com a bactéria estreptococos. O que vai determinar o desenvolvimento da febre reumática é a predisposição genética do paciente para o desenvolvimento da doença.
Ou seja, os títulos anormais “elevados” de ASLO não confirmam o diagnóstico de febre reumática, podendo ocorrer em pessoas saudáveis que tiveram infecções de garganta de repetição.


Tratamento

O tratamento da febre reumática consiste no uso de antibióticos e corticoterapia endovenosa para tratamento da cardite e prevenção de lesão cardíaca posterior.
A) Profilaxia primária - erradicaçäo do estreptococo - alternativas:
. Penicilina benzatina - 600.000 U (crianças até 25 kg)
1.200.000 U (crianças > 25 kg)
. Penicilina oral - 400.000 U de 6/6 hs por 10 dias
. Eritromicina - 40 mg/kg/dia divididos 6/6 hs por 10 dias
Completado o esquema de erradicação, inicia-se a profilaxia secundária.
B) Profilaxia secundária - tem por objetivo o controle das recorrências
da febre reumática por meio de um esquema antibiótico a longo prazo.
Este esquema deve ser instituído após um diagnóstico criterioso da doença, pois implica em muitos anos de tratamento.
A medicação de escolha é a Penicilina Benzatina, administrada a cada 21 dias:
Penicilina G Benzatina “benzetacil” 1.200.000 UI IM de 21/21 dias (peso > 25 kg). Nos alérgicos à Penicilina, recomenda-se a Sulfadiazina 01g VO para pacientes acima de 30 Kg. Já nos raros casos de pacientes alégicos à Penicilina e a Sulfas, recomenda-se a Eritromicina VO 250 mg de 12/12 horas
continuadamente.
Quanto à duração da Profilaxia Secundária, recomenda-se o
seguinte :

1 – Pacientes sem acomentimento cardíaco, durante a fase aguda:
Manter esquema de 21/21 dias até 21 anos, mas por tempo mínimo
de 05 anos, com preferência pelo período mais longo.
2 – Pacientes com acometimento cardíaco durante a fase aguda,
mas sem lesão residual, manter esquema de 21/21 dias até 25 anos, por tempo mínimo de 10 anos.
3- Pacientes com acometimento cardíaco, na fase aguda e com
lesão cardíaca residual, e aqueles operados e com implante de
prótese, manter o esquema de 21/21 dias indefinidamente.

Complicações

A cardiopatia reumática é um dano permanente no coração causada pela inflamação da febre reumática. Os problemas são mais comuns com a válvula entre as duas câmaras do coração esquerdo (válvula mitral), mas as outras válvulas podem ser afetadas. O dano pode resultar em várias lesões cardiacas como: estenose ou insuficiência das válvulas cardiacas. Alterações essas que podem acarretar complicações como, insuficiência cardiaca e arritmias.
Como principal mensagem deste texo vale a seguinte recomendação:

“Os títulos elevados de ASLO não confirmam o diagnóstico de febre reumática, podendo ocorrer em pessoas saudáveis que tiveram infecções de garganta de repetição”

Referências bibliográficas
1. Bryant PA, Robins-Browne R, Carapetis JR, Curtis N. Some of the people, some of the time: susceptibility to acute rheumatic fever. Circulation. Feb 10 2009;119(5):742-53. [Medline].
2. Guilherme L, Kalil J. Rheumatic Fever and Rheumatic Heart Disease: Cellular Mechanisms Leading Autoimmune Reactivity and Disease. J Clin Immunol. Oct 3 2009;[Medline].
3. Martin JM, Barbadora KA. Continued high caseload of rheumatic fever in western Pennsylvania: Possible rheumatogenic emm types of streptococcus pyogenes. J Pediatr. Jul 2006;149(1):58-63. [Medline].
4. Shulman ST, Tanz RR. Group A streptococcal pharyngitis and immune-mediated complications: from diagnosis to management. Expert Rev Anti Infect Ther. Feb 2010;8(2):137-50. [Medline].

domingo, 10 de outubro de 2010

A Importância do exercício físico na osteoartrite de joelhos

A atividade física pode fazer o portador de osteoartrite de joelhos, também conhecida popularmente como “artrose de joelhos”, sertir-se melhor, reduzindo a dor no joelho e facilitando a execução de suas atividades diarias.
Um sintoma comum da osteoartrite é a dor após a atividade física, o que pode inibir a prática da mesma. Nesses casos o uso de medicamentos analgésicos e terapias físicas, como calor e frio podem ajudar a aliviar a dor e tornar mais fácil a rotina de exercícios físicos.
A prática de exercícios deve ser equilibrada com repouso e cuidados comuns, como: evitar ganho excessivo de peso, uso de calçados apropriados, joelheiras e alongamentos antes e após os exercícios. Caso ocorra surgimento de dor, calor ou vermelhidão na articulação submetida ao exercício, deve-se suspender imediatamente o exercício físico e caso não ocorra alívio dos sintomas, deve-se conversar com seu médico. Sempre é necessário a orientação e programação de exercícios com um profissional habilitado, como um professor de educação física.
O objetivo principal do tratamento não-medicamentoso da osteoartrite tem por finalidade melhorar e preservar a função da articulação e a qualidade de vida.
Os exercícios que irão ajudar o paciente portador de “artrose de joelhos” incluem:
• A atividade aeróbica, como caminhada, ciclismo, natação e hidroginástica. Fortalece o coração e os pulmões melhorando a resistência.
• Exercícios de força, como levantamento de pesos leves ou halteres, com objetivo de contração muscular, principalmente dos músculos da coxa, quadril e glúteos.
• Faixa de exercícios de movimento que ajudam a mantê-lo flexível, como alongamentos ou exercícios que visam a um determinado conjunto, como pilates e dança, esticando os músculos e podendo prevenir a rigidez e as lesões músculo-tendíneas.
• Caminhada ao ar livre, sempre procurando lugares planos e sem desnível.
• Exercícios na água, como hidroginástica e natação.
• Exercícios leves em casa como complemento ao programa de exercícios semanais

Não faça exercícios que exigam estresse sobre a articulação dolorosa. Por exemplo, se você tem osteoartrite de joelhos, tente não fazer exercícios que exerçam pressão sobre os joelhos, como jogar tênis ou futebol; nesses casos somente com liberação médica
O objetivo do exercício físico é manter as articulações e os músculos duros e fortes. Por exemplo, os músculos da coxa mais fortes podem ajudar a reduzir o estresse sobre os joelhos e quadris. Da mesma forma, os músculos fracos e o excesso de peso podem colocar mais estresse na articulação com artrose.
A prática de exercícios físicos no idoso, além de permitir o fortalecimento muscular, favorece a melhora da postura e equilíbrio previnindo quedas.
Para finalizar é importante frisar que a prática de atividade física deve ser sempre indicada e acompanhada por profissional qualificado, incluindo médicos, fisiatras, fisioterapeutas e professores de educação física.
A atividade física consiste em exercícios bem planejados e bem estruturados, oferecendo benefícios físicos e cardiovasculares aos praticantes, permitindo uma significativa melhora na qualidade de vida.

Bibliografia:
1. Recommendations for the medical management of osteoarthritis of the hip and knee: 2000 update. American College of Rheumatology Subcommittee on Osteoarthritis Guidelines. Arthritis Rheum. Sep 2000;43(9):1905-15. [Medline]. [Full Text].
2. Bijlsma JW, Dekker J. A step forward for exercise in the management of osteoarthritis. Rheumatology (Oxford). Jan 2005;44(1):5-6. [Medline]. [Full Text].
3. Garstang SV, Stitik TP. Osteoarthritis: epidemiology, risk factors, and pathophysiology. Am J Phys Med Rehabil. Nov 2006;85(11 Suppl):S2-11; quiz S12-4. [Medline].
4. Hochberg MC, Altman RD, Brandt KD. Guidelines for the medical management of osteoarthritis. Part II. Osteoarthritis of the knee. American College of Rheumatology. Arthritis Rheum. Nov 1995;38(11):1541-6. [Medline].
5. Manninen P, Riihimaki H, Heliövaara M, et al. Weight changes and the risk of knee osteoarthritis requiring arthroplasty. Ann Rheum Dis. Nov 2004;63(11):1434-7. [Medline]. [Full Text].

terça-feira, 27 de julho de 2010

O que é Tendinite?

Tendinite significa inflamação de um tendão e de sua bainha. Os sinais e sintomas são semelhantes a outros processos inflamatórios (dor, calor, vermelhidão e “inchaço”), podendo evoluir para lesões parciais ou ruptura completa do tendão quando não tratada adequadamente.

O tendão é uma estrutura que liga o músculo ao osso, de grande resistência a cargas, tendo como função transmitir a força produzida no músculo até o osso para movimentar as articulações. Geralmente a tendinite é denominada de acordo com a região do corpo: tendinite Aquiles(tendão de Aquiles), tendinite patelar (tendão patelar) e epicondilite lateral (epicôndilo lateral).

• Causas

Existem inúmeras causas que acarretam a inflamação do tendão, como por exemplo, as lesões por esforços repetitivos, excesso de força, traumas locais e doenças sistêmicas, sendo as doenças reumatológicas as mais frequentes. Podem ser agudas, de início rápido com dor, calor local e geralmente autolimitadas; e crônicas onde por processos repetidos ocorre o enfraquecimento e perda de flexibilidade gradativos do tecido tendíneo.
Os fatores de risco mais comuns para o desenvolvimento das tendinites incluem: idade avançada, ocupacionais (movimentos repetitivos, trabalhos com carga) e atividades esportivas (tênis, futebol, beisebol, voleibol). As tendinites mais comuns são a do manguito rotador (ombro), a epicondilite (cotovelo), do punho (Quervain), a tendinite patelar e da pata de ganso (joelho) e a tendinite de Aquiles (tornozelo).

Sintomas

Os sintomas podem variar desde dor e calor, queimação e vermelhidão ao redor do tendão lesionado. Geralmente a tendinite ocasiona uma limitação funcional da articulação do corpo envolvida; por exemplo, nas lesões tendíneas do ombro o paciente apresenta dificuldade para realizar as manobras de rotação e abdução do ombro.
Com esta condição, a dor piora com os esforços físicos e melhora com o repouso articular. Pode ocorrer a ruptura do tendão em situações de estresse crônico do tendão, sendo menos comum em situações agudas.
Diagnóstico Na maioria dos casos o diagnóstico é clínico, sendo necessário apenas o exame articular realizado por um médico especializado, sendo de fácil diagnóstico. Em alguns casos a realização de um exame de imagem auxilia o médico para determinar o grau de extensão da lesão, sendo a ultrassonografia de partes moles e a ressonância magnética nuclear úteis
Lembrando que o simples exame clínico confirma o diagnóstico na maior parte dos casos.

Tratamento

O tratamento das tendinites é conservador. Nas tendinites agudas, comenda-se o repouso articular e o uso antiinflamatórios ou analgésicos combinados comfisioterapia, gelo local e imobilização com órteses (tala, braçadeiras, joelheiras). Nas tendinites crônicas é fundamental a reabilitação através de fisioterapia e reforço da musculatura adjacente.

Infiltração com corticosteróides às vezes é necessária para alívio dos sintomas crônicos com resultados satisfatórios. O objetivo do tratamento é obter alívio da dor e permitir o retorno do paciente às suas funções habituais. Existe uma entidade conhecida como DORT (doença ocupacional relacionada ao trabalho) em que as pessoas que fazem diariamente os mesmos movimentos ou utilizam ferramentas diárias executando as mesmas tarefas como digitadores, operários de linhas de montagem e esportistas, correm riscos maiores de desenvolvê-la, gerando um grande número de afastamentos do trabalho, sendo um tema bastante polêmico dentro da Medicina do Trabalho. Recomenda-se sempre o acompanhamento de um médico especializado e habituado no tratamento dessa enfermidade para um melhor resultado terapêutico e na prevenção de lesões futuras.

Prevenção

Importante salientar na prevenção das tendinites que consiste na prática de atividades físicas regularmente, permitindo o fortalecimento das estruturas tendíneas e musculares, além do alongamento das articulações antes de qualquer exercício. Melhor ergonomia no trabalho é uma das principais medidas para prevenção de tendinites



Referencias bibliográficas: 1. Khan, KM; Cook JL, Kannus P, Maffulli N, Bonar SF (2002-03-16). "Time to abandon the "tendinitis" myth: Painful, overuse tendon conditions have a non-inflammatory pathology". BMJ 324 (7338): 626–7. doi:10.1136/bmj.324.7338.626. PMID 11895810. PMC 1122566. http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/324/7338/626. 2. Low, Steven (Aug 2009). "On Tendonitis". Eat. Move. Improve.. http://www.eatmoveimprove.com/2009/08/on-tendonitis/. 3. Wilson, JJ; Best TM (Sep 2005). "Common overuse tendon problems: A review and recommendations for treatment" (PDF). American Family Physician 72 (5): 811–8. PMID 16156339. http://www.aafp.org/afp/20050901/811.pdf. 4. Gaujoux-Viala C, Dougados M, Gossec L (December 2009). "Efficacy and safety of steroid injections for shoulder and elbow tendonitis: a meta-analysis of randomised controlled trials". Ann. Rheum. Dis. 68 (12): 1843–9. doi:10.1136/ard.2008.099572. PMID 19054817.

sexta-feira, 23 de julho de 2010




XXVIII Congresso Brasileiro de Reumatologia,
em Porto Alegre, nos dias 18 a 22 de setembro


Acontecerá em setembro mais um Congresso Brasileiro de Reumatologia onde serão discutidos temas e aspectos de nossa rica e variada área de atuação, discutindo temas atuais e novas propostas de tratamento aos pacientes. A Reumatologia encontra-se num momento de novidades científicas e será uma oportunidade para permuta de experiências e conhecimentos.

domingo, 23 de maio de 2010

Sete passos para um coração saudável



Publicação recente na revista Circulation da American Heart Association (entidade que trata de assuntos relacionados à saúde cardiovascular), descreve um manual de medidas que um adulto deve seguir para manter um coração saudável:

1. Nunca ter fumado ou ter deixado de fumar há mais de um ano.

2. Índice de Massa Corporal1 (IMC) abaixo de 25 kg/m² (o IMC é calculado dividindo o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros). Calcule seu IMC.

3. Prática regular de atividade física. Recomenda-se a prática de 150 minutos por semana de atividades físicas de intensidade moderada ou 75 minutos por semana de atividade física de intensidade vigorosa para uma saúde ideal.

4. Pressão arterial abaixo de 120 x 80 mmHg.

5. Glicemia de jejum abaixo de 100mg/dl.

6. Colesterol total abaixo de 200mg/dl.

7. Dieta saudável. Para uma dieta de 2000 calorias ao dia, por exemplo, incluir:

  • Pelo menos 04 copos e meio de frutas e vegetais por dia.
  • Pelo menos duas porções de 100 gramas de peixe por semana, preferencialmente peixes como salmão, arenque, cavala, sardinha e truta.
  • Pelo menos uma porção de 30 gramas de grãos integrais ricos em fibras por dia.
  • Limitar a ingestão de sódio (sal) a 1500mg por dia.
  • Não beber mais do que um litro por semana de bebidas com adição de açúcar.

A American Heart Association acredita que estes sete fatores possam melhorar a saúde cardiovascular dos americanos em 20% até o ano de 2020 e reduzir as mortes por doenças cardiovasculares (“infarto”) e acidentes vasculares cerebrais (“derrame cerebral”) em 20%.

domingo, 25 de abril de 2010

Estudo mostra a percepção entre as mulheres na pós-menopausa sobre o risco de fraturas e osteoporose

Estudo publicado no jornal Osteoporosis International realizou um estudo em mais de 60 mil mulheres na pós-menopausa comparando a percepção sobre o risco de fraturas e o risco real de fraturas, em mulheres com mais de 55 anos, utilizando dados do “estudo global longitudinal de osteoporose em mulheres” (GLOW), um estudo envolvendo mulheres na Europa, America do Norte e Austrália.

Os resultados do estudo mostram que entre as mulheres com diagnóstico4 de osteopenia e de osteoporose5, apenas 25% e 43%, respectivamente, reconhecem que seu risco é aumentado para fraturas ósseas.

Entre as mulheres com risco aumentado de fraturas pela presença de pelo menos um dos sete fatores de risco para fraturas: baixo peso, fraturas prévias, história de fratura de quadril entre familiares, cigarro, uso prolongado de corticosteróides, ingesta alcoólica e osteopenia; à proporção que reconhece seu maior risco foi de 19% para as fumantes e 39% para as que usam glicocorticóides. Apenas 33% daquelas com mais de 02 fatores de risco percebem que têm um risco alto de sofrer fraturas.

Cerca de 50% das mulheres após os 50 anos terão uma fratura1 óssea relacionada à osteoporose5. No entanto, muitas mulheres idosas não sabem que têm osteoporose5 ou não entendem o que significa este diagnóstico4. Também não tem conhecimento ou orientação de como prevenir tal patologia.
O estudo concluiu que a maioria das mulheres desconhecem seu risco real de sofrer uma fratura1 óssea.

Osteoporosis international, 01 abril de 2010
Fonte: http://www.springerlink.com/content/j8040l6l00671372/fulltext.pdf

Referências bibliográficas:

1. NIH Consensus Development Panel on Osteoporosis PreventionDiagnosis and Therapy (2001) Osteoporosis prevention,
diagnosis,
and therapy. JAMA 285:785–795
2. Cranney A, Guyatt G, Griffith L, Wells G, Tugwell P, RosenC (2002) Meta-analyses of therapies for postmenopausal,
osteoporosis. IX: Summary of meta-analyses of therapies for
postmenopausal osteoporosis. Endocr Rev 23:570–578
3. Sambrook P, Cooper C (2006) Osteoporosis. Lancet 367:2010–2018
4. Elliot-Gibson V, Bogoch ER, Jamal SA,Beaton DE (2004)Practice patterns in the diagnosis and treatment of osteoporosis
after a fragility fracture: a systematic review. Osteoporos Int15:767–778
5. Giangregorio L, Papaioannou A, Cranney A, Zytaruk N, AdachiJD (2006) Fragility fractures and the osteoporosis
care gap: an
international phenomenon. Semin Arthritis Rheum 35:293–305

quinta-feira, 25 de março de 2010

Artrite: causas e tratamento

O termo artrite significa “inflamação nas juntas”, pode ocorrer em uma ou várias articulações, sendo caracterizada por dor, edema e vermelhidão na articulação acometida.

A artrite é uma das mais comuns manifestações das doenças reumatológicas, sendo descritas mais de 100 doenças que podem causá-la. Pode acometer crianças, adultos e idosos nas suas mais diferentes formas com evolução, de acordo com a patologia causadora, em aguda ou crônica.

· Causas

Das inúmeras causas de artrites podemos citar as formas agudas como as artrites virais, infecciosas e traumáticas e as crônicas normalmente relacionadas a alterações do sistema imunológico, principalmente as doenças reumatológicas.

A osteoartrite (“artrose”), uma das mais frequentes, acomete geralmente os joelhos, colunas, quadris e as mãos causando um desgaste destas articulações. Ocorre com maior frequência nos idosos, podendo acometer também pessoas mais jovens.

A mais conhecida causa de artrite, sem dúvida alguma, é a artrite reumatóide que atinge cerca de 1% da população mundial, com maior frequência as mulheres. Acomete preferencialmente as articulações das mãos, punhos, joelhos e pés existindo desde formas mais leves a agressivas da doença sendo necessário diagnóstico e tratamento precoces para prevenção de deformidades.

Em crianças, a artrite reumatóide juvenil é a forma mais comum; podendo atingir desde a infância até a adolescência com sintomas um pouco diferentes da artrite reumatóide do adulto. Não se conhecem suas causas, mas acredita-se que exista uma transmissão genética “familiar” da doença.

A gota ocorre com maior frequência em homens sendo ocasionada devido ao aumento do ácido úrico no sangue, levando ao acúmulo desta substância nos tecidos, particularmente nas articulações, desencadeando a “artrite gotosa”.

Das doenças do sistema imunológico, o lúpus eritematoso sistêmico é a mais clássica devido à diversidade de sintomas e órgãos do corpo que podem ser acometidos. Afeta com maior freqüência as mulheres jovens em idade fértil. Normalmente a artrite do lúpus é discreta com menos dor, limitação e deformidade nas articulações acometidas.

Dentre outras causas podemos citar a espondilite aquilosante, artrite reativa, artrite relacionada à psoríase e síndrome de Sjogren.

. Tratamento

O tratamento da artrite depende da causa desencadeante. Deve ser individualizado para cada paciente podendo ser prescritos medicamentos antiinflamatórios e analgésicos, e em alguns casos: corticosteróides, compostos imunossupressores (por exemplo, azatioprina, metotrexato, leflunomide, cloroquina e sulfassalazina) e medicações biológicas, os chamados biológicos: Remicade®, Humira®, Enbrel®, Mabthera®,Orencia® e recentemente, Actemra®.

Em alguns casos podem ser necessárias intervenções não-farmacológicas, como fisioterapia, redução de peso, terapias na água e exercícios físicos supervisionados.

O objetivo do tratamento da artrite consiste em reduzir a dor e inflamação da articulação (“junta”) acometida, melhorando a função da mesma.

O tratamento da artrite, devido as suas inúmeras causas desde doenças locais da articulação a doenças sistêmicas, deve ser individualizado. Daí a importância do seu diagnóstico e tratamento ser realizado por um profissional especializado, na maior parte dos casos o reumatologista.

Referências bibliográficas:

1. Smolen JS, Aletaha D, Koeller M, et al. New therapies for treatment of rheumatoid arthritis. Lancet. Dec 1 2007;370(9602):1861-74.
2. Cooper GS, Dooley MA, Treadwell EL, et al. Hormonal, environmental, and infectious risk factors for developing systemic lupus erythematosus. Arthritis Rheum. Oct 1998;41(10):1714-24.
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4. Helmick CG, Felson DT, Lawrence RC, Gabriel S, Hirsch R, Kwoh CK, et al. Estimates of the prevalence of arthritis and other rheumatic conditions in the United States. Part I. Arthritis Rheum. Jan 2008;58(1):15-25.

5. Felson DT, Zhang Y, Anthony JM, et al. Weight loss reduces the risk for symptomatic knee osteoarthritis in women. The Framingham Study. Ann Intern Med. Apr 1 1992;116(7):535-9.

6. [Best Evidence] Chaipinyo K, Karoonsupcharoen O. No difference between home-based strength training and home-based balance training on pain in patients with knee osteoarthritis: a randomised trial. Aust J Physiother. 2009;55(1):25-30.